segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Telefones de veterinários de Occhi


Como estamos recebendo, seguidamente, pedidos de contato dos maravilhosos veterinários que cuidam da saúde do Occhi, aqui vão eles:

Dr. Rodolfo Voll, neurologia cães e gatos : 33813371 e 97143236, Avenida JOrdão, 123, Porto Alegre clinicavetpoa@yahoo.com.br

Dra. Suzana Nodari, veterinária homeopata: 81749621 (consulta em domicílio)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Véio, Coronel e nosso amigo André Barrionuevo: uma história de amor


Olá, eu me chamo Velho ou “Véio”, apesar de ser o mais novo da casa.
Sou um legítimo Border Collie com as extremidades das patas e o
focinho “sarapintados” de preto sobre o pêlo branco, como o meu pai,
um padreador uruguaio de linhagem premiada. Nasci em Águas Claras em
Viamão, junto a mais duas ninhadas, por que o meu pai, como eu já
disse, é usado como reprodutor pelo canil em que fui comprado.
O meu companheiro é o Coronel, um pastor alemão preto enorme que vive
latindo para mim, ensinando as normas da casa. Sempre que tem briga é
por causa da comida, apesar de nunca haver faltado ração em casa. Mas
eu gosto tanto dele, que não posso ver aquelas bochechas pretas sem
dar uma mordidas nelas, e ele não faz nada. Apesar de sermos cães
pastores,o nosso trabalho é companhia e segurança, pois não há ovelha
alguma para ser apartada.
Depois de dois meses de idade eu fui afastado da minha mãe e dos
meus irmãos, o que foi uma pena, mas eu já andava curioso por este
mundo e o que tá por aí, por ser descoberto e farejado. Quem me
comprou foi o André, que pagou por mim e me trouxe para casa. Ele anda
meio assustado com a minha imaturidade. Vocês tem de ver como ele fica
brabo comigo quando eu tomo água no vaso sanitário. Quem vê pensa que
ele vai bater em mim, coisa que nunca aconteceu até hoje, pois ele
acha desnecessário. Os tapinhas que eu recebo são de brincaderinha no
lombo ou na cabeça, quando ele quer nos fazer um agrado.
Demanhã cedo eu e o Coronel somos presos nas guias para passear com o
André, que cada dia faz um novo roteiro a ser percorrido pela gente,
um caminho novo a ser rastreado. Para mim é a melhor parte do dia que
fico ansioso para ser levado.
Mas o André tem mania de me dar banhos, o que eu não gosto. Outra
coisa que ele faz é não deixar lamber o rosto dele, mas ele vive
apertando o meu nariz e me agarrando no colo. Também não gosto de ser
encarado por estranhos ou abraçado pelos outros, mas o André não é
desajeitado, e o sacana me vira de cabeça prá baixo. E aí, bom, afagos
no peito e atrás das orelhas é o máximo que um cachorro pode querer do
seu dono, e eu acho que sou um privilegiado.
Senhor Coronel
Muito respeito e amizade
sem muita obediência.
Muita humildade em um
olhar que diz mais
do que se falasse.
Hoje, com o focinho sobre
as patas, um olhar sem tradução
Um dia ele irá me faltar.
Onde eu vou encontrar tanta
delicadeza e dedicação?
Quem é que tem os olhos redondos,
cor de mel? As orelhas de camurça,
a língua de veludo rosa? O focinho de borracha.
O rabo de espanador?
Quem é que me espera na chuva,
que é que nunca me falta, me olha
na cara e sabe a minha dor?
Conhece a minha respiração?
Que anda junto, me faz carinho,
me chama atenção?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Humanos coisa nenhuma: quem mata cachorro merece o paredão





(Dou a palavra à minha tutora e amiga, agora. E ela está furiosa)


Desde 2006 desfruto do luxo de contar com dois assessores pessoais que me acompanham da manhã à noite, sempre absolutamente atenciosos e vigilantes e sem que eu precise mais que um olhar e duas palavras para mobiliza-los. Nada cobram, a não ser comida e água e um pouco de lazer. Estes acompanhantes extraordinários vivem, literalmente, a meus pés, lugar que só deixam quando eu os puxo para meu colo. O que faço com freqüência, porque eles merecem.
Dodô e seu filho Occhi têm acesso a todo e qualquer local de minha casa e, na casa de meus pais, são tratados do mesmo modo: são da família. Estão comigo de segunda a segunda, sem feriados ou domingos, andam por toda a cidade no carro, nem sempre silenciosos como seria o ideal Mas ninguém é perfeito. Quando tenho de me afastar deles, fico chateada e ansiosa para reencontrá-los e não me envergonho de dizer que muitas vezes deixo de sair para não ter de deixar esta dupla sozinha.
Em nossas andanças diárias pelo Mont Serrat, temos feito muitas amizades e nos sentimos bem-vindos por aqui, onde aportamos faz 5 meses e pouco. Um destes amigos, Bob, não é o que se pode chamar de um cara muito cuidadoso ou cuidado, vive coçando suas pulgas e come de favor, já que os que o abrigam estão preocupados com seus negócios ilícitos. Isso, porém, não tira deste assessor arrojado, que cruza a rua em meio aos motoristas insanos, a permanente disposição para nos acompanhar em parte dos passeios.
Outro amigo da mesma área é Beethoven, um tanto discursivo, gosta muito de ficar se exibindo, andando para lá e para cá, cheio de si, porque ninguém o acompanha. No entanto, também é gente boa , acessível ao meu pessoal, um tanto volúvel, é verdade, porque adora trocar de amigo no meio do caminho.
Na quinta-feira, quando li a nota sobre o casal paulista que caçava, engordava e matava cães e gatos para vender em restaurantes coreanos tive vontade de me transformar, imediatamente, no Rambo. Olhei para meus assessores, deitados junto de mim, neste escritório minúsculo em que tenho de cuidar para onde mexo a cadeira a fim de não bater em Dodô e encolho os pés a fim de não cutucar Occhi, dormitando sob a mesa. Minha revolta se misturou à minha impotência. Como é que pode alguém fazer isso?
Ouvi de um amigo: fora do contexto cultural, a gente não entende. Retruquei: em nome da cultura cortam clitóris de meninas até hoje. Ah, disse ele, não sem razão: na Índia, vaca é sagrada, mas adoramos um bifinho. Ao que eu rematei: mas quem pode fazer maldade com um ser que nos recebe sempre feliz, uma ou 12 horas depois de ser deixado só, lambe nossas mãos quando choramos e nos convida a sair da depressão com um simples aceno de cauda?
O que leva uma pessoa a desrespeitar um cão ou um gato ou um pássaro? Minha mãe até agora chora ao falar na reportagem em que viu um maldito arrancar o coração de uma cobra viva para colocar na brasa! Mas continuamos adorando comer siri, caranguejo, aquela lagosta que estava fazia pouco nadando no aquário e agora é mergulhada na água fervente sem dó nem piedade. Iguaria! Não é para matar a fome, não! É iguaria! É luxo! É para satisfazer o egoísmo, a sensação de ser mais poderoso e “inteligente”, capaz de aprisionar e matar por puro prazer. Sim! Puro prazer, satisfação dos sentidos.
Minha mãe contou, ainda ontem, que um dia tentou matar uma galinha como minha avó fazia, torcendo-lhe o pescoço após calcar a unha do dedão em determinado ponto do pescoço. Não conseguiu. Quase deixou visitas sem almoço, não fosse a agilidade de uma prima, que pegou a penosa e em segundos a deixou pendurada na cerca, batendo as asas, agonizando, para logo ser pelada com água em ebulição, as penas arrancadas, aquele cheiro miserável de pele crestada. Sim! Eu, infelizmente, gosto muito de um franguinho a passarinho, de um churrasco, de uma costelinha de porco.
Desgraçadamente, nos acostumamos a isso e vamos eternamente usar a desculpa de que precisamos de proteína animal para viver. Sem falar nos empregos que a criação de gado gera, no movimento que promove no mundo das finanças e por aí vai.
Aceito meus pecados da carne, literalmente. Agora, pelo amor de Deus, vamos deixar em paz nossos companheiros de boas e más horas que, aos milhões, seguem sendo maltratados como o foi Dodô, queimada com água quente por algum podre sem alma.
Sem alma como estes desgraçados de Suzano, torturadores de animais. Sem alma como estes malditos coreanos que se atrevem a comer carne de cachorro no Brasil. Se eu pudesse, como um Rambo mais bonzinho, os deportaria para sua terra: vão usufruir de sua maldade lá, não aqui.
Nada vai acontecer. Todos já devem estar soltos. Os vizinhos dos matadores, que ficaram 3 anos quietos, mesmo sabendo o que os bandidos faziam, vão continuar na deles, os moradores do Bom Retiro continuarão jurando que não sabiam que restaurantes vendiam carne de cachorro, os coreanos comedores de cachorro e gato continuarão achando fornecedor.
Humanidade? Que piada! E nem chamar de animal a esta corja eu admito – isso seria ofender meus amigos Dodô e Occhi.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Não sou um charme?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Eu estou viva! As fotos provam







Que tutora displicente esta minha. Cria um blog pra contar meu dia a dia e abandona tudo, sem mais nem menos. Cheia de desculpas.
Eu, que estou outra pessoa de tão educada!
Eu, que saio da cama e já busco a bola de pano para brincar!
Eu que estou cada vez mais docinha, amorosa e grata!
Ainda bem que tem o vô Waldemar para me paparicar sem jamais esquecer que me ama.

domingo, 21 de junho de 2009

A criançada da Eloá



Ando muito bem, obrigada, pena que minha tutora ande tão ocupada que não tem tempo para postar no meu blog. Tenho vários novos amigos para mostrar aqui e ela fica se amarrando. Mas hoje, finalmente, vou mostrar as fotos dos queridos da Eloá.
Este guri lindão e preto total aí de cima minha tutora conheceu amarrado na porta do supermercado, latindo enquanto esperava a dona, a Eloá Weirich Helm. O nome dele é JULINHO.
Daí, as duas fizeram amizade e Eloá nos mandou, a nosso pedido, também as fotos de dois e(argh!!!) lindos gatinhos, Ivo, o loiro, e Pepita, a morena. E segundo ela, Ivo é muiiiiiiiiiiiiiiiiiiito temperamental! Hmmmm! Gatos!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

101 viralatas, uma ong que precisa de todos

Faz tempo, hem!
Mas voltamos por uma boa causa.
Nossa tutora visitou, esta semana, uma exposição beneficente da ong 101 viralatas.
Ajuda é mais que necessário, é indispensável.
A Aline e sua turma precisam MEEEEESMO de auxílio.
Aqui vai uma amostrinha do trabalho deles.
São mais de 300 bichinhos sendo alimentados e acarinhados, mas que precisam de manutenção.
E sem grana nada anda.
VAMOS AJUDAR GENTE.