Todo mundo sabe da tragédia que o Estado de Santa Catarina está vivendo. Tenho muitos amigos vivendo lá, além do Otávio, meu primo, e, graças a Deus, todos estão bem. Mas a situação é, como sempre acontece nestas ocasiões, apavorante.
Há quase 30 anos, eu estava passando férias em Itapema, no litoral norte de Santa Catarina, o dia estava nublado, mas resolvemos, eu, Edegar e Lourenço, que tinha uns 2 anos, eu acho, ir até Camboriú, um pouco mais acima, para dar uma volta, já que não era possível ir ao mar.
No meio do caminho, caiu um toró e começaram a rolar pedras pela estrada. A chuva não permitia enxergar quase nada e resolvemos, assim que encontramos um acostamento, voltar. O retorno foi ainda mais dramático. Só lembro de acomodar o Lourenço no colo e rezar, rezar, e rezar. Quando chegamos a Itapema, que fica entre o mar e o morro, a água que descia em direção ao mar era em cascata, e com a força de um rio.
Atravessamos e chegamos ao hotel. Subimos para trocar a roupa e de repente ouvimos vozes alteradas. Saímos ao corredor e vimos que o hall do hotel estava inundando. Não sabíamos se era do mar ou da chuva aquela água. Só lembro que fizemos as malas e, de guarda sol em punho, saímos pela beira da praia em direção a lugar mais alto.
Nosso carro da época, um Gol, ficou, como todos os que estavam no estacionamento, embaixo d´água e mais tarde foi vendido porque nunca mais funcionou direito.
Fomos para outro hotel e encurtamos as férias em Itapema, viajando para Laguna onde, estranhamente, não houvera chuva alguma.
Aquele foi um dos maiores temporais que se abateram sobre a região.
Agora, de novo, Santa Catarina sofre com a chuva, os transbordamentos de rios, e todas as conseqüências desta natureza que ninguém consegue dominar.
A ajuda está chegando, há uma grande mobilização. Mas, além das pessoas, há outras criaturas de Deus precisando de socorro: os animais.
E que ninguém ouse me dizer que, numa hora dessas, eu penso em bicho em vez de pensar em gente.
Estou repassando o link do blog de Ana Corina, para quem eu mandei mail ontem perguntando como ela estava e o que estava sendo feito para os animais flagelados. Ela me respondeu que estava tudo meio difícil, mas que estavam agindo.
Hoje, me enviou o post que colocou no Mãe de Cachorro, seu blog. Ana Corina é uma das mais dedicadas beneméritas de animais deste Brasil.
Quem quiser ajudar, da maneira que puder, nem que seja divulgando o post de Ana Corina, por favor o faça.
Os bichos precisam de ajuda. Somos todos uma família, queiramos ou não. Somos criaturas vivas. E chega de discurso que isso não adianta nada.




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