Conhecem ANGÚSTIA, assim, com letra maiúscula?
Pois é assim que estamos vivendo desde esta manhã, quando recebemos o resultado do exame do Occhi, sobre a situação do fígado dele.
Doutora Fernanda nos ligou e pediu que o levássemos para uma ecografia, às 16h, porque o exame de sangue mostrava problemas.
E lá fomos nós, coração apertado, levar este menino, tão novinho, e tão frágil.
Minha tutora bancando a forte. Mas a Manu, que escolheu o Occhi na minha ninhada, desabou.
Ainda mais depois do resultado da eco: lesão hepática!
Ora, a gente sabe que nós somos só cachorros, como todo mundo diz. Até ouvimos, depois, uma moça: pior se fosse uma pessoa.
Só que, para este pessoal aqui de casa, somos mais que bichos.
Somos parceiros, companheiros de todas as horas, tratados com beijos, conversas como gente grande.
Dividimos até pedacinhos de bolo. E também horas boas e nem tão boas.
Sabemos que pertencemos a um mesmo todo, a um mesmo mundo, que é de seres vivos. E o que nos diferencia é nossa forma de nos comunicar.
Eu, Occhi e nossa família canina, latimos, rosnamos, nos esfregamos em edredons macios e, claro, fazemos xixi e cocô sem cerimônia, na frente de qualquer um.
Em contrapartida, suportamos banhos com xampu, fitinhas e lenços. E fazemos a maior festa quando vão nos buscar na pet.
Por isso, virou um drama a doença do Occhi. Ou melhor, as doenças do Occhi, esse danado, que começou a ter convulsões do nada, e que, agora, está com essa tal lesão.
Minha dona está revoltada - acha que houve alguma coisa com o Occhi quando ele, ano passado, teve de ganhar nova sutura porque tinha comido os pontos e o curativo da castração e foi levado para uma conhecida clínica de Porto Alegre.
AS CONVULSÕES DO OCCHI SÓ COMEÇARAM QUANDO VOLTOU DA TAL SUTURA nesta clínica.
Não é possível que numa ninhada de seis cachorrinhos, só ele tenha epilepsia! DUVIDO.
Alguns amigos já disseram: os veterinários de lá podem ter dado anestesia demais, e até derrubado o Occhi da mesa.
Nada de estranho, porque, quando, numa convulsão na madrugada, nossa dona levou o Occhi até esta tal clínica, a veterinária, mais para DESUMANA que para humana, aplicou Diazepan na veia dele a bala, e ele pirou. Tivemos de deixar ele lá. Só que, duas horas depois, aquela maldita mandou que a gente buscasse ele de volta PORQUE OS VIZINHOS DA CLÍNICA ESTAVAM RECLAMANDO.
Nunca mostraram a nossa dona UMA FICHA MÉDICA DO OCCHI. O que é, no mínimo estranho. Ao contrário, tinham até "PERDIDO" a ficha anterior dele, do atendimento feito numa outra crise convulsiva. NÃO É ESTRANHO?
Bom.
Resumindo: se o Occhi não tivesse tido convulsões, não teria de tomar Gardenal e não estaria com lesão hepática agora.
Muito triste.
Amanhã, dr. Rodolfo Voll, o neuro que tem salvado tantas vidas, vai ver o exame do Occhi. Ele mandou minha dona se tranqüilizar, mas acho que é porque ela tava chorando muito no telefone.
Vamos continuar informando a todos que amam animais sobre esta processo todo.
Amanhã, terá novo post.
Torçam pelo OCCHI.
E cuidem muito do lugar em que levam seus amigos animais numa emergência.




3 comentários:
Nossa Maris que triste!. Esses lugares onde levamos nossos animais nem sempre os tratam da forma adequada. Já ouvi cada história que tenho até medo de levar a minha Michele em Pets. Mas claro, por vezes não há jeito, temos que levar. Você está certa, tem mesmo que denunciar um lugar assim.
Lamento muito pelo Occhi e posso entender perfeitamente o que vocês estão sentindo pelo que aconteceu ao Occhi. Torço para que ele saia dessa.
Um beijo.
Maristela, querida: qualquer sujeito que maltrata um animal merece cadeia, no mínimo.
Triste, muito triste, ler esse post. Em geral, paro no meio, pois sofro demais, mas este li até o final por causa da denúncia.
Por que ninguém denuncia essa clínica, cria o fato, sei lá?
Calar diante de tanto abuso é ser conivente.
Putz!
meio precipitado tu sair acusando assim a clínica, mas fazer diazepan diretamente na veia em "bolus" que é a administração rápida do farmaco é o protocolo usado para interromper um estado convulsivo. E o diazepan pode provocar reações paradoxais em cachorros, como agitação após a administração.
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