quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Hellooooo! I'm back!!!!



Pois é, estou de volta, lá do Duas Mãos Quatro Patas.
Rejane acaba de me deixar na minha  casinha. Quando vi minha dona, pulei tanto que cheguei a cansar!
Fiquei muito feliz no meu spa, mas como é bom estar em casa!
Agora, vou tirar uma soneca aqui no sofá do escritório.
Vamos ficar atentos para ver como esta gente do edifício vai me tratar.
Não mereço ser discriminada porque sou cachorro como todos os outros nove que vivem aqui e que, já soube, na minha ausência, gritaram, uivaram e latiram como todo cachorro faz, em especial quando o dono se afasta.
Tô meio cansada porque a viagem é longa de lá da casa da Rejane até a minha, mas estou calminha e feliz.
Já até tentei acompanhar as brincadeiras do Occhi, mas não tive muito saco.
Foi legal ficar naquele sítio, em meio a tanta cachorrada.
Agora, vamos ver como vai ser meu retorno.
Obrigada a todos que se preocuparam comigo e pediram notícias.
Digo a vocês de novo: o problema é aqui, com os intolerantes. 
Mas minha dona já tem até advogado pra dar um jeito em quem se meter comigo.
E uma liminar prontinha pra garantir meus direitos.
Agora, com licença, vou tirar uma sonequinha.

domingo, 11 de janeiro de 2009

The most beautiful shelter dog of the world: Dodô


Recebi um presente muito legal do meu filho, neste final de domingo: a edição de uma reportagem que o programa Pandorga, da TVE do Rio Grande do Sul, fez quando eu lá trabalhava como assessora de imprensa e recém havia levado a Docinho para casa.
Este vídeo mostra a minha cara de desdormida porque, afinal, Dodô estava recém-parida e havia seis pimpolhos fervendo no apartamento. E a vida seguia normal, todo mundo saindo pra trabalhar, obviamente eu incluída.
Não me arrependo um segundo de ter adotado esta sem-teto canina que vale mais que um milhão de pessoas sem caráter como os deste edifício em que moro que tanto fizeram que terminei tendo de enviar Dodô para um retiro. Tenho uma teoria: como há 11 apartamentos aqui e 9 cães, todos de raça, a implicância não foi com o choro ou com os eventuais latidos de Docinho e sim com o fato de ela ser vira-latas.
Mas, como tenho dito por aqui, um dia a cobrança vem.
Houve muita agressão a mim e a ela. O estresse ficou incontrolável porque, como uma cadela esperta, ela sabia que tinha carga pesada em cima da gente. E cada vez que eu saía de casa, ela ficava desesperada.
Como este é um edifício de raras exceções de gente de caráter, o clima ficou insuportável, culminando no dia em que encontrei o tal bilhete anônimo exigindo "providências" porque eram 11 da noite e meus cães ainda estavam latindo na porta.
A balbúrdia geral, as festinhas regadas a muito mais que cerveja de certos adolescentes do edifício, a bateria instalada sobre o quarto de minha filha e que por mais de dez anos fazia tremer todo nosso apartamento (e que era tocada até na madrugada, nas brincadeiras do "músico"), a falsidade de quem vinha com endereços de milagreiros do comportamento animal que podiam fazer Dodô se comportar, isso tudo fica no saco das injustiças que eu não posso reparar mas alguma força, estou certa, o fará.
Deixo este vídeo para vocês verem o quanto amo este bichinho e como a recíproca é verdadeira.
Quem não gosta de cachorro, ok, nem precisa se manifestar, porque vou deletar os comentários aqui e no youtube.
Mas os cachorreiros são bem-vindos, claro.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Alô, alô: estou viva e estou bem!

Pois é. Depois de terem me "passado" para o clínica da palavra, que, claro, tem leitores mais diversificados, agora venho dar mais umas notícias sobre minha estada no spa do Duas Mãos Quatro Patas, com a Rejane.
Infelizmente, o computador dela está estragado e ela não pôde enviar minha foto.
E que foto: eu dormindo no travesseiro dela.
Na cama dela.
Bem que ela tentou me tirar daquela camona em que outros dez dormem, mas desistiu.
Afinal, ouvi ela dizer para minha dona, que eu estou me comportando legal.
Tirando um choro básico, baixinho, moderado, que andei fazendo quando me prenderam, estou sendo uma garota legal.
Se estou com saudades de casa?
Do Occhi?
Da Manu?
Do vô e da vó?
Da neuras da minha dona?
Vocês um dia saberão.
Quando a gente voltar a se encontrar.
Claro que tem toda a torcida dos que se escondem sob o manto da simpatia e da bondade no tal edifício em que eu moro (ou morava???), gente falsa que já identificamos e que torce pra eu ficar aqui pra sempre, quem sabe até morrer, né?
Mas como diz minha dona, o que cada um planta, colhe.
Os maldosos, em especial o ninguém que deixou aquele bilhete anônimo embaixo da nossa porta, todos vão pagar pela maldade feita.
Um a um.
Aliás, já tem gente pagando e nem se deu conta!!
Quem? Vingativa, eu?
Mas eu sou apenas uma cachorrinha de rua que foi recolhida por uma maluca que achava que em cada corpo tem uma alma e que as almas, em princípio, são boas!
Não é bem assim não!
Mas deixemos pra lá coisas desagradáveis.
Sei que o Occhi está quietinho, se recuperando da lesão no fígado dele, tadinho.
Estamos torcendo que fique bom de fato.
Quanto ao que náo presta, o fogo da justiça consome. E a gente deixa de lado.
Conseguiram me separar de meu filhote, de meus donos, da minha casa onde eu estava tão feliz!
Mas é assim mesmo: tem gente que prefere defender pessoas más a interferir em favor de quem merece. O mundo tá assim ó de cagão, covarde, falso bondoso. Um dia, a máscara cai.
E quem quiser colaborar com a Duas Mãos Quatro Patas, encoste o dedo aqui.
E saibam que esta foto aí de cima me dá uma tristeza danada por não estar no meu cantinho.
Ainda bem que a Rejane é querida e alma boa. Essa sim, vai ser premiada pelo Papai do Céu. Não precisa nem ser religiosa: o que ela faz pelos bichos é mais que isso. É BONDADE E CARIDADE.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Cheguei bem. Vocês estão com saudades, aí?




Meus queridos.
Cheguei bem.
Claro que, no caminho, tive dois pitís que era mais pra mostrar a Rejane como é que eu sou meeeesmo - uma superstar. Não foi nada. Gritei só porque minha patinha enrolou na guia.
Mas Rejane logo deu um jeito.
Foi uma caminhada longa, até o Lami, esta praia da zona sul, no Guaíba, nesta chácara que eu nem imaginava que existia.
Poxa vida! Cento e tantos caninos.
Pior: desembarquei e nem me deram bola
Eu, a rainha da Auxiliadora, que vivia provocando todo mundo, em especial a Druska.
Pois é.
Não tive alternativa a não ser subir na lateral do sofá e ficar admirando a paisagem.
Ouvi Rejane ligar para minha dona e dizer que era bom sinal eu estar olhando para o outro lado da paisagem, ou seja, em geral, quem chega aqui assim, de primeira, fica de olho na janela perto da porta de saída, pensando num jeito de se escapar de volta para casa.
Pois eu sou malandra velha, de morro. Acho que vou relaxar e gozar, como diz aquela asquerosa da Marta Suplicy.
Mais notícias, depois.
beijos lambidos a todos
PS: a esse pessoal do tal edifício Jaguari, que deve estar vibrando que fui embora (SALVO EXCEÇÕES HONROSAS, COMO A CÁTIA), me aguardem. Alguma coisa muito interessante vai acontecer com vocês por aí.
OU vocês acham que fizeram minha dona me despachar para quilometros de distância e os deuses dos cães nada farão em represália.
hahahahahaha
Aguardem.
A justiça divina não falha.
Dodô


Minha querida filha.
Não imaginas a falta que já nos fazes.
Hoje passeamos, eu e Occhi, pelas ruas em que costumamos andar os três juntos.
Não podia olhar para o chão porque sabia que não ia te ver.
Sei que a maioria das pessoas vai rolar no chão de rir debochando de mim, a quem classificará de carente, mal amada, cachorreira infeliz.
Tô cagando para todos.
Fomos a pracinha Maurício Cardoso, lembras, aquela que tem a fonte onde bebeste água com tanta elegância?
Pois é. Aquela mesma em que sentei em um banco e logo pulaste no meu colo.
Pois hoje nem tive coragem de sentar ali, à sombra, por saber que tu não estavas para pular no meu colo e me lamber o nariz.
A casa está bem vazia sem tuas patinhas fazendo barulho no chão quando caminhas, sua gorda branca e barulhenta.
Não tem a mesma graça.
Occhi está tristinho, coitado.
Mas vamos suportar o que tiver de suportar.
Mais que a gente ser feliz e dar satisfação a estes escrotos que reclamam de teus latidos me importa que tenhas liberdade e alegria de te expressar como filha de Deus que és.
Late e grita bastante aí.
Não tem ninguém pra te xingar, nem pra deixar bilhete anônimo embaixo da porta reclamando.
Confia na Rejane.
Ela é amiga dos bichos.
De repente, vais ter de ficar aí para sempre porque nesta cidade podre, cheia de cheirados, maconheiros, dinheiristas, cínicos, religiosos de merda que fazem cursos e cursos para ser melhor e são cada vez pior, não tem lugar prum bichinho normal como tu, tão sofrida, tão maltratada, que só queria cuidar de mim, de nós, da casa. E por isso gritavas e ganias.
Fica feliz aí, Dodô.
Se gostares muito, quem sabe vais escolher ficar com a Rejane ou alguém que tenha espaço e liberdade pra ti?
Eu vou sofrer. Já sofro cada vez que olho uma foto tua, que olho pra baixo do computador e não te vejo, deitada. Quando saio e não ouço teus pulos na porta, louca pra ir na rua comigo
Mas tudo vai ser legal pra ti.
É só o que eu quero.
beijos de tua mãe
ps: teu avô Waldemar (olha a foto aí em cima) manda um beijo também, não se conforma, diz que a sua riquinha foi mandada embora. e eu morrendo de culpa.
maristela

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Dodô em férias



Pois surgiu uma luz no fim do túnel.
Esta moça da foto é a Rejane. Ela e o Daniel tocam, com luz, força e vontade, a ong Duas Mãos, Quatro Patas.
E, para dar conta da cachorrada que eles pegam da rua, que jogam no colo deles para curar, castrar e amar, eles mantêm um hotelzinho que a dra. Suzana Nodari e a Marília, dona de três lindos linguicinhas que encontramos na rua, nos indicou.
Dodô acaba de sair daqui para uma temporada no spa da Rejane.
Temos certeza de que lá, vai ficar mais à vontade e, se Deus quiser, voltar linda e serena para esta casa onde viveu até agora.
Sem ela, nem o blog nem a gente é o mesmo.
Mas vamos ter de ficar longe um pouco para entender o mecanismo que faz com que Docinho seja tão tensa e gritona.
Portanto, hoje colocaremos um anúncio no prédio falando que Dodô está num spa. 
Até breve, Docinho.
Quando você voltar, retoma seu blog.


domingo, 4 de janeiro de 2009

Perdão, Docinho: eu falhei contigo

Estou postando esta série de fotos aqui para que fique registrada a saga de mãe da Docinho, a quem dei voz até agora e cujo blog desativei por absoluta desesperança de torná-la mais calma, menos gritona e sujeita à ira de meus vizinhos.
Estou numa fase terrível da vida, minha mãe, de 80 anos, teve um mal-súbito dia 24 de dezembro, estava com pressão arterial em 27 por 11 e o exame na emergência revelou um sério problema cardiológico.
Meu pai também tem 80 anos e está em acelerado processo de alzheimer devido a seus 8 AVCs.
Assim sendo, por absoluta desilusão com todo e qualquer tratamento veterinário para tornar a Docinho menos ansiosa (ja lhe administrei prozac devidamente manipulado, levei a veterinário especialista em comportamento e que se revelou um picareta, procurei mais de um profissional) quando tenho de me ausentar de casa.
Fico besta em saber que a medicina veterinária não tem ainda competência para resolver casos assim, de uma pobre cadelinha retirada das ruas, que, com certeza, teme ser abandonada.
Ninguém se interessa por psicologia animal?
Tenho rodado a internet, eu e Manu, atrás de informações sobre procedimentos que tornem esta criatura mais serena.
Atualmente, estou lhe dando, quatro vezes ao dia, Floral de Bach importado chamado Rescue. Nada resolve. Se me ausento por cinco minutos, ela grita tanto na porta, ou mesmo no quarto, se a trancar, que se ouve a quadras de distância.
Estou refém de Docinho e não vejo alternativa a não ser doá-la para uma ONG.
Ao mesmo tempo, acho impossível que NENHUM veterinário consiga encontrar a chave para resolver a questão.
Aí vão as fotos dela com os seis filhotes que nasceram aqui em casa.
Ficará por aí, rodando na rede. Um dia, quem sabe, alguém se interessa. Talvez ela já esteja morta. Talvez até eu esteja. Sei lá. Mas deixo este caso aqui registrado para que, num futuro, alguém angustiada como eu possa ter uma resposta e um manejo adequado para um ser vivo que sofre com a ausência do dono e só consegue se expressar ganindo e berrando.